terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Viena, a cidade imperial dos Haubsburgo




Viena é linda. Isso é indiscutível.



O pequeno centro antigo da cidade é uma volta aos tempos imperiais. Entre jardins bem cuidados e ruas impecavelmente limpas, as estruturas da antiga monarquia dominam a cena.

Os grandes arcos demarcam o início da área da nobreza, entre o enorme Palácio Real, as antigas casas que abrigavam a corte e as várias praças e monumentos aos quais se chega cruzando portoes e arcos.




Caminhar pelo exterior do Palácio Real de Viena é voltar ao tempo em que os Haubsburgo governavam a Áustria e metade da Europa.




As construçoes antigas se misturam com as carruagens turísticas entre calçadas espaçosas e ruelas estreitas.



Por dentro, o Palácio conta com muitos luxuosos aposentos, uma inifinidade de quadros e ambientes completamente diversos.


Uma exposiçao mostra o luxo da prataria real, com candelabros e acessórios de mesa incrivelmente esculpidos em ouro. É de cair o queixo...



Viena também é a cidade de Sissi, a imperatriz.


A figura da linda jovem que se transformou em mito está presente por toda parte, especialmente no Palácio Real, que abriga também um museu e uma exposiçao reveladora sobre a verdadeira personalidade da moça, junto com muitos dos seus antigos objetos particulares.




Nos arredores, o quarteirao dos museus se "esconde" atrás de uma bonita praça com 2 imponentes prédios - enormes e simétricos. Entrando por um acesso sob um arco se chega aos principais museus da cidade.



A poucos metros, o prédio do Parlamento. O lindo edifício fica de frente pro antigo palácio e, em 2008, comemorava os 100 anos da República Austríaca.



Uma das principais atraçoes vieneses é a gigantesca catedral. Se destacando entre prédios modernos, a igreja ressalta o contraste entre o antigo e o novo que é hoje uma marca da cidade.



A Ópera é outra construçao espetacular.


Apesar de semi-destruída na II Guerra, a casa foi reconstruída e nós pudemos conhecer o palco, os camarotes e os corredores reais - e igualmente luxuosos.



O projeto exterior é sem dúvida o mais bonito entre as óperas que conheci.


Ainda no centro, uma praça arborizada abrigava um charmoso mercado natalino, além de mais uma enorme igreja caprichosamente iluminada.


E, a pé, ainda se podia chegar à Igreja de Sao Carlos, com as duas torres iguais e a enorme cúpula...


...e ao Stadtpark, uma área verde com uma homenagem a Stradivarius...


...e um relógio de flores.


Fora do centro, o Belvedere oferecia um passeio agradável e bonitas vistas do jardim.



E mais ao norte, a roda gigante mais antiga da Europa.



Na noite do dia 24, a saudade da família bateu forte e pela primeira vez passei o Natal "sozinho".



Acabamos improvisando uma ceia no albergue mesmo, junto com um casal argentino que estava no mesmo quarto que eu. Eles viraram amigos e acabamos nos esbarrando - sem combinar - em mais 2 cidades diferentes. No fim, foi uma noite bem divertida, com presença indispensável do panetone.



Pra terminar, a principal atraçao: Schönbrunn.


O espetacular Palácio de Verao dos Haubsburgo rivaliza com Versalhes.



Enorme e amarelo (uma das cores da bandeira da monarquia), oferece um interior luxuoso e cheio de história...





além de um fantástico jardim barroco e um morro com vista de toda a área Real.

Foda!


Depois de tudo isso, fica difícil nao aceitar o convite pra voltar, estampado em cartazes publicitários por toda Madrid com os dizeres "Vienna is waiting for you".


segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Buda e Pest


Depois de mais de 10 horas de viagem, trocando do trem pro ônibus em Viena porque havia greve na capital húngara, enfim chegamos a Budapeste, a cidade mais londe de casa onde já estive.



À primeira vista Budapeste é uma cidade grande, pobre pros padroes europeus e muito diferente do que até o momento eu estava acostumado. Das pessoas nas ruas à arquitetura, é um outro mundo. E nada disso faz da cidade um lugar menos interessante.

O mirante principal - que oferece uma vista panorâmica do rio Danúbio separando Buda e Pest, antigas e diferentes cidades que hoje sao uma só - é incrível! A vista é espetacular.

Outra atraçao incrível da cidade é o Parlamento. O gigantesco prédio gótico às margens do rio chama atençao pela imensa cúpula e pela riqueza de detalhes das muitas fachadas.

Por dentro, muito luxo e um pouco da história húngara guardada a sete-chaves: a suposta do coroa do primeiro rei da Hungria brilha numa das antesalas principais.


Pelas ruas, um pouco da arquitetura local é encontrada no prédio do Museu de História Natural...
...e no tradicional mercadao típico.

Uma coisa legal era a possibilidade de caminhar pelas margens do rio, aproveitando a vista da margem oposta...
...e percebendo as diferenças entre cada uma das muitas pontes que ligam um lado a outro.
Mas, sem dúvida nenhuma, o melhor de Budapeste começa com o pôr do sol. A cidade se transforma completamente e a iluminaçao dos pontos turísticos é espetacular.


O magnífico Palácio Real, no alto da colina e com vista da cidade...




O monumento aos pescadores, também com vista panorâmica...


E a ponte principal, brilhando amarela no rio...


...sao de conquistar qualquer turista. Fiquei realmente encantado. E, apesar do frio, nao dava vontade de sair dos pontos de vista.

Uma das partes mais divertidas da viagem foram o famosos banhos termais. Grandes complexos termais antigos, com piscinas aquecidas a céu aberto e milhares de outras piscinas e tipos de sauna.


Fora, temperatura inferior a 5 graus. Dentro, deliciosos 36 graus com direito a jatos de água, mini cascata e até correnteza. Aproveitei e fiz um tour pelas saunas, já que nunca tinha entrado em uma e as opçoes lá eram muitas: 40, 50, 80 graus, com luzes coloridas, com aroma...muito engraçado! Foram 3 horas muito divertidas e a única coisa ruim era sair de uma piscina pra outra.

Por fim, ainda se destacam a Sinagoga...


...a enorme catedral...



...e uma praça comemorativa com as estátuas dos primeiros reis húngaros e das diversas etnias que formam o país.


Ah, claro. Tem a Ópera!
Aproveitamos a presença do Áttila, um dos amigos daqui de Madrid que é húngaro e estava na cidade, para conhecermos por dentro a luxuosa casa de concertos...
...e caminhar pelos corredores e camarotes que já receberam gente da mais alta corte européia.